Seus gestos

 São belos e meigos os seus gestos

Mas não sei se causam alegria

Só sei que enchem de projetos

Quem só tem a vida vazia

 

São realizados com mãos quase infantis

Para quem nunca soube o que é amor

Por mãos adultas tornam-se gentis

Para quem do amor conhece o esplendor

 

Olha que com seus próprios gestos

Um dia poderá desenganar alguém

Uma vez que não souber deixá-los expressos

 

Se conseguir deixá-los enquadrados

Sem que alguém um dia os transforme

Serão eles por mim sempre guardados

Fátima Cruz – 05.10.71

 

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